domingo, 11 de setembro de 2011

CHIMARRÃO - BEBIDA DO GAÚCHO


Estamos na Semana Farroupilha, em que os gaúchos lembram da saga de seus antepassados, em uma das revoluções mais sangrentas do país: a luta dos farrapos. Entre festejos e lembranças, está sempre presente a cuia do chimarrão, a bebida lendária dos índios guaranys que foi incorporada a tradição.
Para o chimarrão usa-se a erva mate, uma planta rica em vitaminas, proteínas e minerais. A erva mate estimula a atividade física e mental, e atua de forma benéfica sobre os nervos e músculos eliminando a fadiga. Diferente do café, o mate não causa efeitos colaterais prolongados, como a insônia e irritabilidade.
Age também sobre o tubo digestivo, facilitando a digestão e favorecendo a evacuação. É considerada ainda um ótimo remédio para pele e reguladora das funções do coração e da respiração, além de exercer importante papel na regeneração celular. Porém atua sobre o sistema circulatório podendo aumentar a pressão arterial.

Estando firmada sobre bases científicas benéficas, a tradição do chimarrão se impõem, sobretudo culturalmente, como explica o estudante e tradicionalista Leo Voitack:
- É a hospitalidade, quando tu chega numa casa, já de imediato a pessoa prepara um chimarrão pra servir pras visitas e pra família. E ali a roda é muito democrática, todo mundo senta na roda e a cuia vai passando de mão em mão. Assim a roda do mate faz a integração de todos que estão ali.

Ainda, sob a perspectiva ambiental, a erva mate merece destaque por representar uma cultura importante no combate a erosão dos solos. Segundo a Embrapa, plantar a árvore da erva mate em curvas de nível, é uma ótima opção para combater o desgaste dos solos causados pelas interpéries da natureza. Além disso a produção de erva mate é importantíssima para a conservação do Bioma da Floresta de Araucária, existente no sul do país.
Por Daniela Tondolo

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