segunda-feira, 25 de maio de 2015

A GEOGRAFIA ESCOLAR E OS RECURSOS DIDÁTICOS: O USO DAS MAQUETES NO ENSINO APRENDIZAGEM DA GEOGRAFIA






É preciso desconstruir a figura do aluno como um agente passivo e reprodutor das palavras do professor, mas compreendê-lo como um sujeito transformador que busca construir um conhecimento mutável no tempo e no espaço. O professor precisa desafiar o educando, instigando-o à criticidade e sua atuação na sociedade.

Dessa forma, o ensino deve ser um processo de relação mutua entre professor e aluno, caracterizado pela busca interativa de novas formas de aprendizagem que ajudem a tornar a sala de aula um ambiente onde o educando sinta o prazer de estudar, ao  mesmo tempo em que seja incentivado à pesquisa, tornando-o dessa forma um investigador na busca conjunta pelo conhecimento

No contexto em que as diferentes linguagens no ensino se apresentam das mais variadas formas, cabe ao professor a função de utilizar estas ferramentas como recurso complementar ao livro didático, ou até mesmo substituí-lo, contribuindo para aprendizagem do ensino da Geografia, com o fim de despertar no aluno uma percepção crítica da realidade.
A intenção é proporcionar uma maneira mais didática de aprender Geografia, levando em consideração o conteúdo a ser ministrado, os objetivos a serem atingidos e o público alvo.

A finalidade não é somente quebrar os paradigmas do ensino tradicional no que se refere ao conteudismo, à memorização do conteúdo e ao distanciamento da realidade dos alunos ou mesmo, simplesmente substituir o professor, a lousa e o livro didático pelo moderno. A questão é bem maior e perpassa a postura teórico-metodológica adotada pelo professor que deve ser, acima de tudo, um educador formador de cidadãos capazes de problematizar, dialogar, desconstruir e reconstruir o conhecimento e dar a este um direcionamento seja no espaço próximo ou distante a partir da educação geográfica.

O recurso didático, por sua vez, não tem a capacidade de garantir inteiramente a aprendizagem do aluno, mas desperta nesse um interesse maior na aula, pois oferece ao educando a oportunidade de trabalhar com elementos que o permitam ser protagonista na construção do conhecimento.

O USO DAS MAQUETES NO ENSINO-APRENDIZAGEM DA GEOGRAFIA

Os materiais gráficos e cartográficos, entre outras linguagens, quando associados à construção de conceitos e conteúdos empregados no ensino-aprendizagem da Geografia ampliam as oportunidades de compreensão do espaço geográfico e da realidade em que os alunos se situam.

Os mapas se enquadram nesse processo como elementos fundamentais, pois permitem um maior entendimento dos fenômenos que atuam no espaço.

Partindo deste princípio, entende-se que a linguagem cartográfica no ensino de Geografia assume a missão de abrir caminhos para que o aluno esteja apto a entender a sua realidade, sendo assim capaz de representá-la.

Nesse contexto, enquanto elemento cartográfico, as maquetes se apresentam como uma importante ferramenta para o ensino da Geografia, pois simulam uma forma de representação tridimensional do espaço, em grande escala cartográfica que não distorce a realidade. Além disso, propiciam uma identificação do aluno com a realidade demonstrada, uma vez que trabalham com imagens icônicas, ou seja, com símbolos próprios de cada cultura, utilizados para representar os elementos contidos nas maquetes.

No processo de comunicação cartográfica, a mensagem é passada a partir de um conjunto de elementos previamente organizados na maquete. A construção desse recurso didático pelos alunos permite a compreensão do espaço que está sendo trabalhado, valorizando o conhecimento prévio dos mesmos.

Sendo assim, compreendemos que:

A construção de maquetes geográficas, em classe, possibilita reconhecer, através da representação, a compreensão do espaço em que o aluno está inserido; permite integração entre professor x aluno, entre prática x teoria; exige conhecimento do que (conteúdo) e como (forma) devemos representar; possibilita levantar hipóteses, correlacionar fatos, entre tantas alternativas do processo pedagógico. (NACKE e MARTINS, p. 10)

Nessa perspectiva, é compreensível que os signos funcionam como um sistema de informação cartográfica que alicerça uma maquete, permitindo identificar nesta, a forma e aquilo que ela representa, constituindo, portanto, um importante recurso didático e pedagógico, favorecendo a leitura, a análise e a interpretação do espaço geográfico.

No processo de ensino-aprendizagem, entende-se que incentivar o aluno a produzir maquetes permite uma participação maior deste no processo de aprendizagem, além de dar oportunidade ao educador para perceber o contexto sociocultural em que os estudantes estão inseridos.

Maquetes realizadas pelos alunos dos sextos anos, Turmas: 6D e 6E na disciplina de Geografia - Prof. Tânia Jadoski - Escola Municipal Pio XII - Charqueadas/RS.



































































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